24 de janeiro de 2026
Politica

PF faz ofensiva contra grupo que lavava dinheiro com criptoativos após prisão de ‘contador do PCC’

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 21, a Operação Narco Azimut, desdobramento das investigações da Operação Narco Bet. As apurações identificaram a atuação de uma ‘associação criminosa estruturada’, segundo a PF, voltada à movimentação de grandes quantias em dinheiro vivo, transferências bancárias e criptoativos no Brasil e no exterior, com o objetivo de lavar dinheiro do crime organizado.

A Operação Narco Azimut cumpre sete mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pelo juiz Roberto Lemos dos Santos, da 5ª Vara Federal de Santos, em endereços na Baixada Santista, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, em São Paulo, além de Goiânia e em Armação de Búzios, no Rio de Janeiro.

As diligências desta quarta-feira fazem parte do mesmo escopo de investigação que prendeu Rodrigo de Paula Morgado em outubro de 2025, apontado pelos federais como contador do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O esquema investigado indicou que os envolvidos, já citados em apurações anteriores da PF, atuavam com o apoio de outros indivíduos e empresas para operar um sistema estruturado de movimentação de criptoativos, transporte interestadual de valores, inclusive em dinheiro vivo, além de operações bancárias de alto valor e repasses financeiros. As transações permitiram identificar a circulação de grandes quantias, que ultrapassaram R$ 39 milhões.

A Justiça também determinou o sequestro de bens dos investigados e impôs restrições societárias, como a proibição de movimentação das empresas e de transferência de bens adquiridos com o dinheiro do crime.

(Em atualização)

 

 

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