23 de janeiro de 2026
Politica

STJ mantém ‘Loira do PCC’ na prisão

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, negou o pedido de liberdade em favor de Letícia de Sousa Bezerra, a “Loira do PCC”, apontada pela polícia como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital em São Paulo. Após três anos foragida, Letícia foi presa preventivamente em fevereiro de 2025, sob a acusação de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organizaçãocriminosa.

O Estadão busca contato com a defesa de Letícia. O espaço está aberto.

Letícia de Sousa Bezerra, a 'Loira do PCC', apontada pela polícia como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital em São Paulo
Letícia de Sousa Bezerra, a ‘Loira do PCC’, apontada pela polícia como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital em São Paulo

As informações foram divulgadas pelo STJ. Documentos da Polícia Civil indicam que a “Loira do PCC” exercia função de liderança na zona Sul da capital paulista, em Taboão da Serra e em municípios do ABC Paulista, com atuação concentrada em São Bernardo do Campo. A investigação também aponta que Letícia atuava como elo da Sintonia Final do PCC – o escalão máximo da facção – na interlocução com integrantes que atuam nas ruas.

Para o Ministério Público, o fato de Letícia ter ficado foragida reforça a necessidade de ela permanecer sob regime de prisão preventiva. “A manutenção da prisão da acusada é necessária também para preservar a ordem pública e impedir a continuidade das atividades criminosas”, diz o parecer o MP.

No pedido de liberdade, a defesa da “Loira do PCC” alegou “excesso de prazo da prisão preventiva, em razão da demora da sentença após o fim da instrução processual”. O pedido foi rejeitado em primeiro grau, sob o argumento de que, em ações penais complexas e com vários réus, a maior duração do processo não caracteriza, por si só, ilegalidade. O entendimento foi mantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O mérito do habeas corpus impetrado pela defesa da “Loira do PCC” será analisado pela Sexta Turma do STJ, sob a relatoria do ministro Og Fernandes.

 

 

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