2 de fevereiro de 2026
Cultura

Dia Nacional da Visibilidade Trans: três histórias que constroem a diversidade na FGM

Reportagem: Luiz Otávio Freire | Supervisão: Thaís Seixas

Ao longo dos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM), o compromisso com os soteropolitanos é reafirmado através de diversas iniciativas e editais. No Dia Nacional da Visibilidade Trans, trazemos as histórias de três pessoas dessa comunidade que, através de projetos apoiados pela FGM, constroem e dão impulso ao cenário cultural de Salvador.

Levita Rangel é uma artista piauiense radicada em Salvador há 7 anos. Ela contou com o apoio da FGM através do edital Salvador Circula, para realizar o projeto ‘Levita: Conexão Bahia x Piauí’, que a levou de volta para a terra natal, com o objetivo de realizar dois shows especiais. 

“Para mim, foi uma oportunidade super enriquecedora“. Levita ainda destaca que o projeto a fez entender sobre a complexidade da produção cultural e do trabalho em equipe, aspectos que considera estruturais para seu crescimento como artista. “Foi um grande incentivo às artes trans, feitas por pessoas dissidentes. Só tenho a agradecer”, completa. Do projeto, saíram as músicas ‘Tua Piranha’ e ‘Sem Querer’, que podem ser conferidas nos perfis da cantora no YouTube e Spotify.

Cantora Levita Rangel em performance. Foto: Divulgação

Já Brendie Hêth, conhecida como a ‘Trans de Negócios’ nas redes sociais, leva esse título por conta de seu trabalho na visibilização da comunidade trans no mercado comercial. Com apoio da FGM, através do edital Gregórios – Ano IV, ela perpetuou esse ideal estando à frente do projeto ‘Feira Trans Mix Naobin’, evento que reuniu empreendedores trans com o objetivo de movimentar a economia criativa da comunidade. 

“Precisamos ter nossa renda. É importante que tenhamos cada vez mais editais que fomentem a empregabilidade de pessoas que, infelizmente, ainda estão à margem da sociedade”, ressalta. 

Feira transmusicalidades foi apoiada por meio do edital Gregórios – Ano IV

Diego Nascimento, produtor cultural e coordenador do coletivo ‘De Trans pra Frente’, idealizou o projeto ‘Feira transmusicalidades’, que contou com recursos disponibilizados pela FGM através do edital Gregórios – Ano IV. Abrindo caminho para que artistas trans do mundo digital pudessem exibir seus trabalhos fisicamente, o festival reuniu 14 artistas de diversas áreas. Além deles, o projeto também contou com a participação de pessoas da comunidade nos bastidores, construindo e coordenando a iniciativa. 

“Conseguimos não só girar a economia, mas também criar um portfólio e entregar um material de alta qualidade”, destaca. O produtor também fala sobre a importância do apoio à projetos que dão espaço para vozes e que nem sempre são ouvidas. “A população LGBT está na linha de frente da cultura e da arte há muito tempo, mas nossos corpos não costumam ser visibilizados”.

Performance da artista ManuElla no festival. Foto: Divulgação

29 de janeiro: Dia Nacional da Visibilidade Trans

A data surgiu em 2004, quando um grupo de mulheres e homens trans ocuparam o congresso nacional para apoiar a campanha do Ministério da Saúde ‘Travesti e Respeito’, reforçando a luta por cidadania, respeito e reconhecimento. Celebrar o Dia Nacional da Visibilidade Trans é reafirmar a importância dessas trajetórias e do acesso a políticas públicas que garantam espaço, dignidade e oportunidades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *