1 de fevereiro de 2026
Politica

Caiado, Ratinho ou Leite serão ‘cristianizados’?

Em seu comentário nesta quinta-feira, 29, o colunista Fernando Schüler analisou a postura do presidente do PSD, Gilberto Kassab, de anunciar que a sigla vai liberar os diretórios nos Estados para definirem o apoio a quem quiserem, mesmo com o partido tendo um candidato. Segundo Schüler, isso pode levar à “cristianização” do candidato, termo cunhado em referência a Cristiano Machado, que lançou-se pelo antigo PSD em 1950 e foi abandonado pelo partido ao longo do processo eleitoral.

“Isso virou uma marca na política brasileira, ou seja, o candidato que se lança, tem um grande partido, em tese, tem estrutura, tem apoio, tem liderança, etc., mas simplesmente desaparece do cenário político”, lembrou ele.

Para Schüler, o mesmo pode acontecer com o candidato do PSD à Presidência, seja Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior ou Eduardo Leite o escolhido.

Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Júnior em evento em São Paulo nesta quarta-feira, 28
Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Júnior em evento em São Paulo nesta quarta-feira, 28

“Na mesma semana (da filiação) o presidente do PSD, Gilberto Kassab, diz: ‘Não, vamos liberar as bancadas, vamos liberar os Estados, vamos liberar as lideranças para apoiar quem quiser.’ Como é que pode um partido político que quer se apresentar como projeto de País, como liderança do País, (decidir) assim: ‘Cada um vota em quem quiser’. Então, não é um partido, então é um aglomerado de lideranças”, critica.

Segundo Schüler, isso é da natureza do sistema partidário brasileiro, “em grande medida pelo dinheiro na política, ou seja, o foco em grandes bancadas no Congresso, não importa bem o viés ideológico”.

Veja o comentário completo acima.

 

 

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