1 de fevereiro de 2026
Politica

Fraudes do Master foram similares ao Cruzeiro do Sul e Econômico, diz diretor do BC à PF; veja vídeo

BRASÍLIA – O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, disse à Polícia Federal que as supostas fraudes em geração de créditos falsos pelo Banco Master foram similiares a outros bancos que também foram liquidados pelo BC e enfrentaram problemas na Justiça, como o Cruzeiro do Sul e o Econômico.

Em seu depoimento prestado à PF e ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 30 de dezembro de 2025, Ailton comparou os métodos usados pelo Cruzeiro do Sul e pelo banco de Daniel Vorcaro e citou que a equipe técnica de auditoria do BC foi a mesma nos dois casos.

“O caso aqui em tela, em apreço, é muito similar ao Cruzeiro do Sul. O Cruzeiro do Sul também girou créditos inexistentes; e nós, aplicando, técnicas de auditoria, identificamos casos concretos de emissão. Tanto que a técnica do Cruzeiro do Sul, como a central de risco de crédito, pegava crédito acima de R$ 5 mil; ele girou créditos de R$ 4.900 e alguma coisa. Ou seja, e aí, o mesmo time que fez o trabalho do Cruzeiro do Sul fez esse trabalho. A técnica é muito parecida”, relatou aos investigadores.

De acordo com o diretor do BC, nos dois casos, foram gerados créditos inexistentes por todo o País. O Banco Master é acusado de ter gerado carteiras de crédito consignado falsas por meio da empresa Tirreno. O BC também detectou que a Tirreno, apesar de ter gerado documentos sobre a concessão de crédito consignado, nunca havia feito movimentação bancária que comprovasse esse crédito.

“Da mesma forma, no caso do Cruzeiro do Sul, se gerou crédito em vários lugares do País. Aqui foi a mesma coisa: as associações são da Bahia, mas veja a quantidade de créditos que foram liberados em outros Estados. Quando você se debruça, você consegue constatar claramente a inexistência dos casos. Tem uma questão central. Dona Maria recebeu o crédito? Tem um Pix ou Ted? Nós perguntamos várias vezes à Tirreno quantos Pix a Tirreno fez na sua gestão. Não tem um Ted ou Pix da Tirreno. E também o caso do (Banco) Econômico foi similar na geração de créditos. Então, é algo que acontece no sistema financeiro e nós temos que estar preparados”, afirmou.

A liquidação do Cruzeiro do Sul foi decretada pelo Banco Central em 2012, após ter detectado um rombo superior a R$ 1 bilhão em suas contas. Já o Banco Econômico foi liquidado em 1996, situação que só se resolveu recentemente, em 2022, após ser comprado pelo BTG Pactual.

 

 

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