1 de fevereiro de 2026
Politica

Pontualidade de presidente eleito do Chile faz Lula correr para reunião bilateral no Panamá

Presidente Lula posa ao lado de presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, em bilateral no Panamá
Presidente Lula posa ao lado de presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, em bilateral no Panamá

O presidente Lula precisou apertar o passo para chegar à reunião bilateral com o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que aconteceu na noite da última terça-feira, 27, na Cidade do Panamá.

O encontro foi no hotel em que Lula estava hospedado, mas o chileno chegou cerca de meia hora antes, o que fez o brasileiro correr para não deixar Kast esperando.

Lula chegou 15 minutos antes do horário previsto para a reunião, surpreendendo inclusive os seus assessores internacionais, que só conseguiram chegar à sala de reuniões depois do chefe. Não é incomum que Lula se atrase para encontros e cerimônias oficiais.

A reunião durou uma hora e meia, e Lula e Kast, adversários políticos, ainda ficaram conversando na porta por cerca de meia-hora.

Química entre Lula e Kast

Segundo relatos de presentes, houve “química” entre os dois mandatários, que inclusive trocaram broches dos dois países. Lula colocou o broche com a bandeira do Brasil no lado esquerdo do terno do presidente chileno, que por sua vez repetiu o gesto, prendendo o broche com a bandeira do Chile à esquerda do terno do brasileiro.

Na saída do encontro, o presidente Lula ainda brincou com a mulher de Kast, Pia Adriasola. “Agora eu virei chileno e o seu marido virou brasileiro”, disse o petista. Os três riram e tiraram uma foto juntos.

A reunião com o presidente eleito do Chile foi um dos primeiros compromissos de Lula no Panamá. Ele assumirá o cargo em março, sendo o primeiro mandatário eleito no país com a imagem vinculada a elogios à ditadura chilena de Augusto Pinochet. Kast é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e crítico frequente de Lula, a quem já associou à corrupção em outras ocasiões.

Em ano de eleição, o presidente vem recalibrando a política externa para tentar se aproximar de governos de direita, diante de cenário adverso para a esquerda na América Latina.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *