Lula está tentando pegar para si o discurso antissistema em meio ao caso Master
No episódio desta semana do Andreazza Reage, o colunista Carlos Andreazza analisa o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento para entregar de ambulâncias na cidade de Mauá (SP). No palco, Lula utilizou a presença de prefeitos do PL para dizer que não fazia política na hora de fazer entregas do governo e voltou a citar o caso do Banco Master. Para Andreazza, neste último caso, em uma tentativa de fazer um discurso antissistema, argumentando que seu governo estaria perseguindo “os magnatas” do crime.
“(O presidente diz:) ‘A nossa briga, a nossa briga’. Incorporando a Polícia Federal, que é autônoma, certo? ‘A nossa briga com o Banco Master’. Eu quero chamar a atenção de você que acompanha o Andreazza Reage para a incorporação desse discurso no conjunto das falas de Lula. É um discurso antissistema. Ele é o presidente da República. É o sistema, está dentro do sistema. Tem um histórico de corrupção contra si e contra o seu partido. Ele vai pegar para si. Está tentando pegar para si (esse discurso)”, destaca Andreazza.
Para ele, Lula se aproveita do fato de que aliados de Jair Bolsonaro tenham abandonado um discurso que era historicamente deles. “O discurso era, historicamente, de Jair Bolsonaro e que, por alguma razão bizarra, Flávio Bolsonaro não pega, não comenta, ignora o assunto como se não existisse, não comenta, não faz crítica, não vai para cima de Dias Toffoli, não fala do Banco Master. Uma bandeira que seria, naturalmente, da oposição. Na vacância, Lula está pegando, fazendo o discurso e reforçando, reparem nos discursos dele, os magnatas da corrupção, essa figura que ele criou, que é o Vorcaro e tal”, completa.
Andreazza também cita a narrativa de Lula de que, mesmo diante do que chama de “inimigos” políticos, atua de forma republicana. No entanto, para o colunista, o presidente transforma a ação de governo em uma questão pessoal.
“O prefeito de Ribeirão Preto, oposicionista, não vota no Lula. Mas Lula, muito bom, deu R$ 1 bilhão para o prefeito de Ribeirão Preto. Tudo nesses termos pessoais, né? Como se fosse uma questão particular. Como se Lula abrisse a carteira dele, sacasse R$ 1 bilhão e desse para o prefeito. Tudo nessa forma impessoal. É uma compreensão de mundo. E claro, para se mostrar generoso. Com dinheiro que não é dele. Pode ser bem aplicado, pode ser mal aplicado, mas não é dele”, critica.
Veja a íntegra do episódio do Andreazza Reage no vídeo acima.
