14 de fevereiro de 2026
Politica

Ceará investiga renúncia de líderes de torcidas organizadas por ordem do Comando Vermelho

BRASÍLIA – Uma renúncia coletiva de lideranças de torcidas organizadas de times de futebol do Ceará virou alvo de investigação de autoridades estaduais. A suspeita é a de que os afastamentos ocorreram por ordem da facção criminosa Comando Vermelho.

Em nota ao Estadão, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) confirmou que investiga o caso. A secretaria estadual de Segurança Pública disse que a Polícia Civil apura todas as informações sobre ações criminosas que recebe.

As renúncias foram comunicadas em vídeos compartilhados nas redes sociais por pelo menos sete lideranças de organizadas. Entre eles, integrantes da Leões da TUF e do Movimento Organizado Força Independente, organizadas do Fortaleza, e da Cearamor, do Ceará.

Os afastamentos foram comunicados após a partida disputada no último domingo, 8, entre Ceará e Fortaleza. Antes do jogo, as organizadas se envolveram em brigas generalizadas em diversos pontos de Fortaleza. Ao todo, 357 pessoas foram presas ou detidas.

Depois dos episódios de violência, circularam em aplicativos de mensagens ordens (chamadas de “salves”) atribuídas a líderes do Comando Vermelho de renúncia dos integrantes das torcidas.

Os órgãos de investigação apuram se há relação entre membros das torcidas e a facção criminosa.

Em outra frente, há suspeitas de que uma ordem do Comando Vermelho para renúncia foi efetivamente dada porque parte das brigas ocorreram em regiões de bairros controladas pelo tráfico de drogas. Os episódios de violência teriam atraído a atenção das forças de segurança para essas localidades e atrapalhado a venda de entorpecentes.

O MP do Ceará, por meio do seu Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor), decidiu, na terça-feira, 10, proibir a presença nas arquibancadas de quatros torcidas organizadas por pelo menos cinco jogos. O objetivo é “coibir novas ocorrências de violência e reforçar a segurança nos eventos esportivos”.

 

 

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