26 de fevereiro de 2026
Politica

Michelle Bolsonaro rebate fala de Lula sobre desfile de carnaval: ‘Anuência de chacota’

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rebateu neste domingo, 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ele dizer “não ser carnavalesco”, quando questionado sobre as críticas de setores evangélicos ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

A agremiação que homenageou o presidente apresentou a ala “famílias em conserva”, ironizando conservadores. A Acadêmicos de Niterói também fez alusões à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao agronegócio e ao Congresso.

Ala 'Neoconservadores em conserva' da escola de samba Acadêmicos de Niterói retrata famílias em latas de conserva
Ala ‘Neoconservadores em conserva’ da escola de samba Acadêmicos de Niterói retrata famílias em latas de conserva

Lula disse ser “muito grato” pela homenagem da escola de samba. “Cabia ao presidente da República aceitar ou não a homenagem, e eu aceitei. Assim que retornar ao Brasil, vou visitar a escola de samba para agradecer”, disse a jornalistas em Nova Delhi, na Índia.

O presidente foi questionado sobre o que pensava da ala que representou famílias em latas de conserva com adereços religiosos, em alusão aos evangélicos. Lula respondeu: “Eu não penso. Porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa”.

Michelle rebateu o comentário em rede social. “Não pensa, não é o carnavalesco, não fez o samba-enredo, não cuidou dos carros alegóricos. Teve anuência da chacota e do escárnio e, mesmo assim, não se opôs. Ainda diz que foi extraordinário”, disse.

“Não adianta. As máscaras caem, a podridão é exposta e a verdade sempre prevalece”, completou.

Michelle Bolsonaro critica Lula por
Michelle Bolsonaro critica Lula por “não pensar” nos evangélicos em desfile de carnaval

Desgaste com evangélicos

A repercussão negativa entre os evangélicos após a homenagem a Lula provocou preocupação no Palácio do Planalto, que tenta contornar a crise. O grupo religioso se sentiu ofendido e o mal-estar detectado em levantamentos e entrevistas dadas por políticos evangélicos desencadeou no governo uma operação para impedir que as críticas respinguem na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), como mostrou o Estadão.

Ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Messias é evangélico e passou o carnaval em um retiro espiritual, em Brasília. Ainda assim, senadores da oposição contrários ao nome dele no STF buscam associá-lo ao desgaste, mesmo depois de a AGU ter dado orientações jurídicas para que ministros não participassem do desfile.

 

 

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