25 de fevereiro de 2026
Politica

Ministra segura terço e imagem de santa no STF durante julgamento de mandantes da morte da irmã

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, segura um terço e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os réus acusados de encomendar o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, executada em 2018. Além da irmã Anielle, acompanham a sessão na Primeira Turma da Corte o pai (Antônio), a mãe (Marinete), a filha (Luyara) e a viúva (Mônica Benicio, vereadora carioca) de Marielle.

Durante a sessão, a mãe de Anielle, Marinete, passou mal e deixou o auditório aos prantos. Nesse momento, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, citava a delação de Ronnie Lessa, assassino confesso, em que foi feita a descrição do planejamento do atentado.

A mãe da vereadora foi atendida por bombeiros do STF, acompanhada de Anielle e a filha de Marielle, Luyara. O grupo ficou cerca de 40 minutos fora da sessão.

Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, segura terço e imagem de santa durante julgamento dos mandantes do assassinato da irmã Marielle Franco, no STF
Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, segura terço e imagem de santa durante julgamento dos mandantes do assassinato da irmã Marielle Franco, no STF

STF julga mandantes do atentado

O Supremo julga os seguintes réus, acusados de serem mandantes do assassinato de Marielle:

  • Chiquinho Brazão, ex-deputado federal;
  • Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro;
  • Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
  • Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;
  • Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.

Logo na abertura do voto, o relator apresentou sua interpretação sobre as motivações do assassinato da vereadora. Moraes votou pela condenação dos quatro réus.

O magistrado afirmou que as provas colhidas pela Polícia Federal contra Chiquinho e Domingos Brazão são “coerentes” e “harmonizadas” e demonstram a “motivação” do crime, assim como a “forma de pagamento” do assassinato executado por Ronnie Lessa.

“Se juntou a questão política com a misoginia, o racismo, a discriminação. Marielle Franco era uma mulher preta, pobre, que estava, no popular, peitando os interesses de milicianos. Qual o recado mais forte que poderia ser feito? Na cabeça misógina, preconceituosa, dos mandantes e executores, quem iria ligar para isso? ‘Vamos eliminá-la e isso não terá grande repercussão’”, disse.

Familiares da vereadora carioca Marielle Franco, executada em 2018, acompanham julgamento dos mandantes do crime, na Primeira Turma do STF
Familiares da vereadora carioca Marielle Franco, executada em 2018, acompanham julgamento dos mandantes do crime, na Primeira Turma do STF

 

 

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