Flávio diz que palanque em Santa Catarina está fechado e que Carlos tem relação histórica com Estado
BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, defendeu nesta quarta-feira, 25, a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL-SC), seu irmão, a uma das vagas do Senado por Santa Catarina. Segundo Flávio, Carlos tem uma “relação histórica” com o Estado. Carlos fez sua carreira política no Rio de Janeiro – foi vereador na cidade por 24 anos.
“Carlos vai para Santa Catarina. Ele é apaixonado por Santa Catarina, tem muitas ligações com Santa Catarina na sua vida”, disse Flávio a jornalistas, após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Papudinha. “Carlos é uma pessoa que tem vínculos históricos ali com Santa Catarina e vai ser um grande reforço”, falou.
Flávio reafirmou que seus palanques em Santa Catarina estão fechados, com apoio à reeleição do governador, Jorginho Mello (PL), e a Caroline de Toni (PL) e a Carlos para o Senado.

Flávio comentou a decisão do Ministério Público de reabrir a investigação contra Carlos por suposta prática de “rachadinha”. “Já estava arquivado, não tem nenhum fato novo. Espero que não seja um movimento político por causa da minha pré-candidatura, porque infelizmente algumas pessoas têm essa mania de botar a faca no pescoço dos outros e inventar crime onde não tem, achando que com isso vai ter alguma moeda de troca”, disse.
Flávio afirmou que o deputado Luciano Zucco (PL-RS) é, por ora, seu pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Já um dos apoios ao Senado poderia ser ao deputado Sanderson (PL-RS).
“Parece que lá ele (Zucco) chegou numa composição com o PP e, a princípio, ele é o nosso pré-candidato a governador. Na outra vaga do PL, nosso pré-candidato é o Sanderson. Ele (Zucco) está compondo que talvez o PP pegue a chapa dele como vice, mas tem que ouvir melhor o Zucco”, disse.
Segundo Flávio, Jair Bolsonaro pediu um tempo maior para a decisão da chapa ao Senado em São Paulo. “Com relação à segunda vaga lá no Senado, ele pediu mais uma vez para aguardar e analisar mais pesquisas e conversar com mais algumas lideranças e também com o Eduardo Bolsonaro para gente tomar uma decisão com mais tranquilidade, um pouquinho mais para frente”, afirmou.
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para um dos apoios ao Senado, também participou do encontro e disse que aceitará a decisão de Flávio e de Jair Bolsonaro. “Fico feliz em ter o apoio do presidente Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro consolidado para uma das vagas ao Senado, mas deixei muito claro que eu sou soldado desse grande time que está sendo formado. Serei candidato ao que o senador Flávio Bolsonaro me designar, em condição conjunta com o presidente Bolsonaro”, disse o deputado do PP.
Flávio deve se reunir na sexta-feira, 27, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para debater a política do Estado.
Na entrevista, Flávio ainda mencionou que, no Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis são pré-candidatas do PL ao Senado.
Atritos do PL
Flávio reafirmou que procurará integrantes do PL para “aparar arestas”, a fim de que estejam todos “na mesma página”. “Vou procurar todo mundo, como sempre fiz, porque a gente tem um objetivo maior, e todos estão na mesma página”, disse.
Segundo o senador, as pessoas precisam entender “a cabeça” do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, que está nos Estados Unidos, sem mandato. Segundo ele, os dois já conversaram, e Eduardo se comprometeu a ajudar “no que puder” em sua campanha.
Flávio ainda negou que tenha anotado que o deputado Marcos Pollon (PL-MS) tenha pedido R$ 15 milhões para abrir mão de sua candidatura na eleição no Mato Grosso do Sul. Ele confirmou que fez anotações sobre o tema, mas que era para se lembrar de avisar ao deputado de que essa acusação estaria circulando.
“Em uma das anotações no Estado do Mato Grosso do Sul, o deputado Pollon (…) fiz uma anotação que já está sendo distorcida pela imprensa como se ele tivesse pedido alguma coisa para deixar de ser candidato a governo ou candidato ao Senado. Estava escrito ‘Pollon pediu R$ 15 milhões’ para não ser candidato. Aquilo nunca aconteceu”, disse.
“O que aconteceu foi uma pessoa que conversou comigo que estavam dizendo isso do Pollon. Anotei para não esquecer de avisar a ele que estavam vinculando essa mentira criminosa contra ele”, continuou Flávio.
Saúde de Bolsonaro
Flávio voltou a defender a prisão domiciliar de Bolsonaro e afirmou que o pai pareceu mais disposto nesta quarta-feira, mas que teve uma crise de soluço na segunda-feira, 23. “Ele fica sozinho numa cela. Mais uma vez, os efeitos colaterais do remédio que ele toma causam tontura, podem causar outros efeitos colaterais, que é perigoso ele ficar sozinho numa cela”, declarou.
