Acordo Mercosul-UE deve fortalecer exportação brasileira de brinquedos
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode impulsionar a exportação brasileira de brinquedos para além dos países vizinhos, que são os maiores parceiros comerciais do Brasil no setor.
Anuário da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) de 2026 aponta que as exportações do setor somaram US$ 10,3 milhões em 2025.
Segundo a Abrinq, Paraguai e Argentina são os principais importadores de brinquedos, sendo que o mercado paraguaio concentrou 44,2% das exportações no ano passado, enquanto a Argentina foi responsável por 17,3% do total exportado. Chile e Uruguai aparecem em seguida, com 11,4% e 7%, respectivamente.
O Estado de São Paulo, de acordo com os dados do anuário da Abrinq, responde por 64,3% das vendas externas de brinquedos.
Para Synésio Costa, presidente da Abrinq, o acordo Mercosul-UE deve aumentar a competitividade da indústria brasileira, com a redução de barreiras tarifárias ao longo do tempo.
“Quando analisamos o acordo Mercosul–União Europeia sob a ótica da indústria de brinquedos, entendemos que ele representa um movimento estrutural de fortalecimento da inserção internacional do Brasil”, afirma Costa.
Ele diz que, para o setor, o acordo pode trazer novos parceiros comerciais para o Brasil no setor, sem deixar de lado a força do mercado sul-americano.
“Para o setor de brinquedos, isso pode significar ganho de escala, maior estímulo à inovação e novas oportunidades de diversificação de mercados, sem perder a força do bloco sul-americano, que continua sendo nosso principal eixo estratégico de exportação”, afirmou o presidente da Abrinq.
Proposta deve ser votada na quarta-feira
O Senado marcou para esta quarta-feira, 4, a votação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Pela manhã, o texto será votado pela Comissão de Relações Exteriores, sob relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS). À tarde, no mesmo dia, está prevista a votação no plenário da Casa.
Na semana passada, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou prever para maio o início da vigência do acordo.

