Cela de 7², cama de cimento: saiba como é a penitenciária em que Vorcaro está preso em Brasília
BRASÍLIA – O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira, 6, para a Penitenciária Federal de Brasília, que integra o Complexo da Papuda. Lá, ele cumprirá a prisão preventiva ordenada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que não obstrua as investigações das fraudes cometidas por ele e seus aliados.

Vorcaro deixou a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, e agora passará os dias em uma unidade de segurança máxima, sob vigilância permanente e sem contato com outros detentos.
A Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco prisões de segurança máxima geridas pelo governo federal.

A cela em que o banqueiro ficará custodiado tem 7 m². São 208 celas individuais, dividas em quatro blocos de dois andares cada. Cada unidade conta com uma cama fixa de cimento, balcão e bancos de cimento, um vaso sanitário e uma pia fixa. Os presos têm horários definidos para tomar banho.
Vorcaro passará a maior parte do tempo sozinho em sua cela. Ele só poderá deixar o local para se banhar, receber visitas em salas separadas por vidro, usando interfone, e tomar banho de sol. As visitas, seja com familiares ou advogados, podem durar até 3 horas e todas as conversas são gravadas.

A revista no presídio passa por quatro etapas, com uma série de leitores de corpo e detectores de qualquer tipo de material. A estrutura da Penitenciária é inspirada na “unidade supermáxima” dos Estados Unidos, erguida no Colorado e conhecida como o ‘Alcatraz’.
O local fica ao lado do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
No dia a dia, o banqueiro terá contato reduzido com outras pessoas. A comida é entregue por meio de uma portinhola e, após as refeições, bandeja e lixo passam por inspeção. Ele será algemado e acompanhado por um carcereiro toda vez que deixar a cela.
A Penitenciária conta com mais de 250 câmeras de monitoramento e entre 200 e 250 agentes federais vistoriando cerca de 12,3 mil m² de área.
