Precisamos educar meninos feministas
Nós, pais e mães de meninos, temos uma responsabilidade imensa de transformação da sociedade brasileira. Precisamos educar nossos meninos para serem feministas.
Deveria ser absolutamente natural. Respeitar a mãe, as irmãs, as colegas de escola, e depois as colegas de trabalho.
Não enxergar o corpo da mulher como propriedade, nem desprezar as ideias. Não interromper a colega quando ela fala.
E mais: defender a colega agredida, interromper a piada machista.

Torna-se um ruptura, no entanto, porque vivemos num país onde até pouco tempo os pais violentavam seus filhos forçando-os à iniciação sexual com prostitutas.
E onde, ainda hoje, alguns vão torcer o nariz para esse texto, porque enxergam um homem feminista como um homem afeminado, incorrendo em misoginia e homofobia.
Meninos são ensinados a só se sentirem viris se estiverem no comando e em evidência, subjugando suas companheiras. Como isso pode não acabar em violência quando a mulher se emancipa?
Não bastam palavras, o que fica é o exemplo. Se o pai abusa da mãe física ou mentalmente e se a mãe tolera esse abuso, as palavras se perderam.
Certamente algo precisa mudar ou não teríamos estupros coletivos, mulheres arrastadas por carros e desfiguradas por socos.
Nesse oito de março, meu apelo é para os pais e mães de meninos, façamos uma reflexão e nos tornemos exemplo.
