26 de março de 2026
Politica

CPI do INSS vai investigar entrada com ‘câmera escondida’ em sala-cofre com documentos de Vorcaro

BRASÍLIA – O presidente da CPI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta quinta-feira, 19, que foi informado da suspeita da tentativa de uma pessoa entrar com “câmera escondida” na sala-cofre que continha informações sigilosas obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e que, se confirmada, abrirá investigação do caso.

A declaração foi dada em reação à nota da Polícia Federal divulgada na noite desta quarta-feira, 18. No texto, a corporação diz que a CPI reinseriu dados de Vorcaro no sistema após exclusão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, critica posicionamento da PF
Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, critica posicionamento da PF

Viana chamou a nota de “despropositada” e afirmou que protocolou pedido para que o ministro do STF André Mendonça possa devolver os dados dispostos no celular do banqueiro, sinalizando quais dados podem ser usados pela investigação sem comprometer o inquérito em curso na Corte.

“Havia suspeitas que os vazamentos seriam feitos através de câmeras escondidas. Se houver vazamento de qualquer material que tenha vindo da sala-cofre, será feita investigação para identificar quem vazou”, disse Viana.

Depois, logo no início da sessão desta quinta-feira, o presidente da CPI criticou a nota da PF. “É uma nota despropositada, eu tenho respeito enorme pelo trabalho da Polícia Federal, mas a Polícia Federal não está acima da CPI. Se dados foram reintroduzidos, e não sabemos quais, quais dados foram reintroduzidos? Eles manusearam os dados, nós não tivemos acesso a nada. Dizer que manuseamos dados é uma decisão no mínimo estranha”, afirmou.

De acordo com nota da PF, a reinserção de dados decorreu por “solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple”.

O pedido gerou um “novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”, segundo a PF. Os fatos foram comunicados a Mendonça.

 

 

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