Simone Tebet ao Senado em SP bagunça planos da direita, e ala do PL cogita mulher para disputa
A confirmação do nome da ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidata ao Senado por São Paulo, na chapa do PT de Fernando Haddad, bagunçou ainda mais a coligação do PL no maior colégio eleitoral do País.
Se já não havia consenso entre bolsonaristas sobre o segundo postulante ao Senado no Estado, uma ala do PL agora defende que a vaga seja ocupada por uma mulher de perfil mais moderado. Segundo eles, uma candidata poderia ampliar o leque de eleitores de centro e enfrentar diretamente Tebet, que tem perfil semelhante e aparece bem avaliada nas pesquisas.
Um nome que circula entre os bolsonaristas é o da deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos. A Coluna do Estadão apurou que ela já foi sondada e estaria disposta a concorrer.
O primeiro nome da direita para o Senado é o deputado federal Guilherme Derrite (PP). Ele aparece com 15% em pesquisa Real Time Big Data recente, tecnicamente empatado com Simone Tebet e Marina Silva. Por isso a ideia de um nome feminino.
A ideia tem potencial de intriga. Afinal, a disputa já envolve outros três postulantes: o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), que não tem o apoio de Jair Bolsonaro, e os deputados Ricardo Salles (Novo) e Mário Frias (PL), que não contariam com a simpatia dos filhos do ex-presidente. Para complicar mais, dizem que Eduardo Bolsonaro ainda não desistiu de concorrer.

