26 de março de 2026
Politica

Alexandre de Moraes aperta cerco a Eduardo antes de afrouxar prisão de Jair Bolsonaro

Ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) dão como certo que Alexandre de Moraes vai liberar Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar depois que o ex-presidente tiver alta hospitalar. Bolsonaro está internado há dez dias com pneumonia dupla e, segundo o boletim médico mais recente, poderá ser transferido da UTI para o quarto ainda nesta segunda-feira, 23.

A tendência é que Moraes siga o parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e autorize que o ex-presidente cumpra pena em casa devido às condições precárias de saúde que vem apresentando.

Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

Além da situação médica, outros fatores devem levar o ministro a seguir esse caminho. O primeiro deles é que, se algo mais grave acontecer ao Bolsonaro no presídio agora, os ataques a Moraes devem aumentar exponencialmente. O ministro já enfrenta acusações depois que vazaram mensagens trocadas com Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro passado.

Hoje, é pequena a chance de abertura de processo de impeachment contra Moraes ou de instauração de uma CPI para investigar o escândalo do Banco Master no Congresso Nacional. A expectativa, no entanto, é que o quadro mude a partir de 2027. Ao afrouxar a prisão de Bolsonaro, Moraes sinaliza para a direita que quer distensionar o ambiente político.

Na semana passada, Moraes recebeu em audiência o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, para conversar sobre o pedido de prisão domiciliar. O parlamentar demonstrou preocupação com eventual piora do estado de saúde de Bolsonaro caso ele volte para a penitenciária da Papuda.

No mesmo dia que o parecer da PGR chegou ao STF, Moraes demonstrou que não vai aliviar para toda a família do ex-presidente. O ministro autorizou que a Polícia Federal use, no processo disciplinar aberto contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o filho 03, provas do processo em que ele é réu por ter atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras com sanções.

As provas serão compartilhadas com a Polícia Federal para instruir um procedimento para apurar supostos atos de improbidade administrativa do ex-parlamentar. Ele teria ameaçado servidores da Polícia Federal para tentar frear a investigação em curso no STF. Eduardo mora nos Estados Unidos e pode ser condenado criminalmente pelo tribunal.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *