4 de maio de 2026
Salvador

Secretaria Municipal da Saúde qualifica profissionais com curso de Libras e fortalece atendimento inclusivo

Foto e texto: Ascom SMS

Para promover um atendimento mais inclusivo e humanizado, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador realiza o Curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), voltado a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). Em seu terceiro ano, a iniciativa integra a política de educação permanente da rede municipal, fortalecendo a comunicação entre equipes de saúde e pessoas com deficiência auditiva.

Além disso, o curso reforça o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que assegura o acesso à informação e à comunicação, incluindo a Libras.

A atividade é realizada em parceria com a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), por meio da Central de Libras, responsável pelos instrutores. As aulas acontecem presencialmente na Escola de Saúde Pública de Salvador.

Para o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, a qualificação das equipes é essencial para garantir um SUS mais acessível. “Investir na formação em Libras é ampliar o alcance do cuidado. É assegurar que todos os cidadãos sejam atendidos com dignidade, respeito e compreensão, independentemente de suas condições de comunicação”, afirma.

A formação é estruturada em três níveis: básico, intermediário e avançado. Ao todo, são 30 horas de carga horária, distribuídas em 10 encontros com uma aula semanal. Cada turma reúne, em média, 30 participantes, indicados pelas referências técnicas dos distritos sanitários, de acordo com as demandas da rede. A previsão é de abertura de novas turmas no segundo semestre.

A enfermeira Séfora Oliveira, da USF Vale do Matatu, reforça a importância da iniciativa no cotidiano das unidades. “Para um profissional de saúde, aprender Libras é a garantia de um cuidado mais justo e igualitário, respeitando a privacidade do paciente e garantindo um acolhimento de maior qualidade. A inclusão não pode ser vista como um favor, e sim como um direito do usuário. Tudo vai de acordo com os princípios do SUS, de integralidade, equidade e universalidade”, diz.