Investigado por lavagem de dinheiro, MC Ryan SP repete discurso de Poze do Rodo ao deixar prisão: “Não sou faccionado”
O cantor MC Ryan SP, solto na última quinta-feira (14) após dias em um presídio de São Paulo como alvo da Operação Narco Fluxo, repetiu o discurso dado por MC Poze do Rodo, que também foi liberado pela Justiça, no Rio de Janiro.
Ao deixar a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior de São Paulo, o artista, que é apontado pela Polícia Federal como líder do esquema de lavagem de dinheiro, afirmou não ter ligação com nenhuma facção.
No Instagram, o funkeiro afirmou que o maior desejo dele atualmente é voltar para os palcos: “Não sou bandido, não sou faccionado, só quero cuidar da minha família e cantar funk. Ontem estava em uma cela, chorando, com saudade da minha família, de fazer show, e com saudades dos meus fãs”.
As investigações da Polícia Federal apontaram que o cantor era suspeito de liderar uma engrenagem criminosa voltada à lavagem de dinheiro do crime organizado e do tráfico de drogas, com uso de bets, rifas ilegais e empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento.
Segundo os documentos da PF, os envolvidos transferiam participações societárias para familiares e “laranjas” do artista “para distanciar o capital ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal, mediante aquisição de imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor”.
De acordo com as investigações divulgadas pelo portal Metrópoles, o grupo teria movimentado valores de mais de três toneladas da droga. A Justiça Federal, por meio da 5ª Vara de Santos, autorizou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados na Operação, com base no lucro estimado dessas atividades ilícitas e nas movimentações financeiras identificadas.
A defesa do artista informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro “possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.
