Projeto anuncia nesta quinta-feira (20) estudantes da rede municipal selecionados para intercâmbio em Portugal

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS
O Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, localizado em Coutos, será palco, nesta quinta-feira (20), do anúncio de 15 alunos da rede pública de Salvador selecionados para um intercâmbio cultural em Portugal, em mais uma edição do projeto “Era Uma Vez…Brasil”. A iniciativa também contemplará um professor da rede municipal de ensino. Durante o evento, haverá ainda o lançamento de uma história em quadrinhos e de quatro curtas-metragens produzidos por estudantes.
A viagem está prevista para novembro e terá duração de dez dias. Em Lisboa, os estudantes terão a oportunidade de conhecer museus, monumentos históricos e escolas portuguesas, além de trocar experiências e conhecimentos com outros adolescentes. No total, a delegação brasileira será formada por 120 estudantes e professores da Bahia, Pernambuco e São Paulo.
De acordo com a coordenadora do projeto, Marici Silva, o intercâmbio não é uma etapa isolada do projeto, que envolve a apresentação de trabalhos desenvolvidos pelos alunos. “Eles vão apresentar os trabalhos desenvolvidos aqui sobre a história do Brasil, em uma perspectiva que não é do colonizador”, afirma.
Esta é a décima edição do “Era Uma Vez…Brasil”, projeto de arte-educação que propõe uma nova abordagem sobre a história do país, com narrativas que nem sempre aparecem nos livros didáticos tradicionais e destaque à contribuição dos povos afro-brasileiros e indígenas na formação do Brasil.
Desde março, o projeto desenvolve uma jornada de atividades ao longo do ano letivo nas escolas municipais. Em Salvador, os estudantes já participaram de duas etapas: Fatos Históricos e Campus de Arte-Educação, que combinam conhecimento, produção artística e reflexão sobre a história brasileira.
A coordenadora aponta uma evolução da base pedagógica e da proposta desde a primeira edição da iniciativa. “Nós saímos de um personagem central, Dom João, para outra perspectiva, mudando um pouco o centro da história. Isso é muito interessante, e a essência é sempre ter esse olhar crítico para a nossa história, não trazer respostas prontas, mas sim sempre questionamentos”, conclui.
