Andreazza: ‘Congresso removeu mecanismos de validação de descontos do INSS, o que facilitou fraudes’
Colunista do Estadão Carlos Andreazza comenta a crise no Ministério da Previdência após o esquema de fraudes bilionárias em descontos dos proventos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vir à tona.
Como mostrou o Estadão, os descontos ilegais começaram a entrar no radar em 2018, mas dispararam a partir de 2023, primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um dos pontos comentados pelo colunista é que o Congresso Nacional atuou para impedir a revalidação de descontos.
Por meio de manobras legislativas, os prazos para que associações de aposentados revalidassem as autorizações para descontos em folha foram sendo prorrogados, até que, em 2022, a obrigatoriedade de revalidação foi definitivamente revogada. Em março de 2024, o então presidente do INSS Alessandro Stefanutto oficializou a revogação ao editar uma nova instrução normativa.
“Foi nesse ambiente, com votos decisivos do PT, da base esquerdista, também do Centrão, esse conjunto transformou a questão até o ponto de matarem completamente a necessidade de revalidação”, critica o colunista.
Siga Carlos Andreazza no Estadão
- Estadão Analisa, ao vivo, de segunda a sexta, às 7 horas no Youtube
- Estadão Analisa no Spotify
- Estadão Analisa no Apple Podcasts
