6 de maio de 2026
Politica

O que pensa o novo presidente do PT em 4 pontos

O novo presidente do PT, Edinho Silva, defende acordos do governo com partidos do Centrão, nega que a sigla tenha reeditado a campanha “nós contra eles” e evita falar em nomes sobre a sucessão de Lula. Confira abaixo o que pensa Edinho Silva em quatro tópicos.

Campanha ‘nós contra eles’

Não existe o “nós contra eles” da forma como foi caracterizado. O que aconteceu foi que, sem respaldo legal, o Congresso Nacional revogou uma iniciativa do presidente da República. E, naturalmente, o presidente – o governo, o PT -, reagiu como deveria: enfrentando o debate que estava colocado.

Portanto, não vejo essa situação como uma reedição da lógica do “nós contra eles”. Nesse caso, a meu ver, o governo reagiu a um ato praticado pelo Congresso Nacional, mas a contradição existia: um modelo tributário injusto.

Alianças com Centrão

Alianças políticas fazem parte da construção democrática, principalmente nesse momento de crise institucional que vivemos, de descaracterização do presidencialismo, de uma apropriação do parlamento de atribuições que constitucionalmente não são suas.

Se há no Brasil uma liderança preparada para costurar alianças com diferentes partidos dentro do campo democrático, para dialogar com o Judiciário e construir uma concertação institucional para o País, essa liderança é o presidente Lula.

Edinho Silva
Edinho Silva

Sucessor de Lula

O sucessor do presidente Lula não será um nome, será o Partido dos Trabalhadores, como o próprio presidente Lula afirma. É a construção de um partido forte, que entenda sua missão, que entenda seu papel, mesmo quando o presidente Lula não disputar mais eleições. A eleição de 2026 efetivamente será a última que o presidente estará nas urnas representando nosso projeto, nossa construção partidária. O partido forte e organizado construirá nomes e processos para que a gente continue disputando os rumos da sociedade brasileira.

Adversário em 2026

Eu penso que o Partido dos Trabalhadores não deva se preocupar com os adversários. A preocupação com candidaturas do campo adversário é deles. Eles estão com dificuldades para definir nomes, e esse problema não é nosso.

A nossa maior preocupação deve ser dialogar com os nossos aliados históricos. Precisamos construir um campo democrático para que possamos enfrentar os problemas que o Brasil vive hoje. Essa, na minha opinião, deve ser a nossa prioridade. O centro da nossa tática deve ser a reeleição do Lula.

 

 

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