6 de maio de 2026
Politica

Julgamento de Bolsonaro: voto de Moraes cita 13 atos em tentativa de golpe; veja quais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou as expectativas e sinalizou nesta terça-feira, 9, que vai votar para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista. A leitura do voto está em curso.

Em um voto extenso, com centenas de páginas, o ministro decidiu abordar com detalhes as provas do processo, minuciosamente enumeradas em 13 itens.

Veja os episódios destacados por Moraes como ‘atos executórios’ do plano de golpe:

  1. Uso de órgãos públicos, como Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para o monitoramento de adversários políticos e para impulsionar ataques contra o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral;
  2. Transmissões ao vivo do ex-presidente Jair Bolsonaro nos dias 29 de julho de 2021 e 4 de agosto de 2021, com questionamentos sobre as urnas;
  3. Manifestações do 7 de setembro de 2021, em São Paulo, quando o ex-presidente ameaçou descumprir decisões do STF;
  4. Reunião ministerial de 5 de julho de 2022;
  5. Reunião com embaixadores, que levou a Justiça Eleitoral a decretar a inelegibilidade do ex-presidente;
  6. Uso indevido da estrutura da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022;
  7. Uso indevido das Forças Armadas no relatório de fiscalização das urnas divulgado pelo Ministério da Defesa;
  8. Transmissão ao vivo em 4 de novembro de 2022, ações de monitoramento de autoridades em 21 de novembro de 2022, representação eleitoral do Partido Liberal para anular votos do segundo turno, reunião de oficiais das Forças Especiais do Exército em 28 de novembro de 2022 e a carta ao comandante do Exército;
  9. Planejamento do Plano Punhal Verde e Amarelo e da Operação Copa 2022;
  10. Atos executórios do Plano Punhal Verde e Amarelo, da Operação Copa 2022 de monitoramento do presidente Lula, da Operação Luneta, da Operação 142 e discurso “pós-golpe”;
  11. Minuta golpista e apresentação aos comandantes das Forças Armadas;
  12. Atos golpistas do 8 de Janeiro;
  13. Gabinete de crise após a consumação do golpe.
Alexandre de Moraes é o relator do processo contra o ex-presidente e seus aliados.
Alexandre de Moraes é o relator do processo contra o ex-presidente e seus aliados.

Ao conectar os diferentes episódios como atos executórios do plano de golpe, o ministro procurou neutralizar um dos principais argumentos da defesa de Bolsonaro: o de que o ex-presidente não colocou em prática nenhuma medida de exceção e que houve mera cogitação de alternativas previstas na Constituição.

Além do ex-presidente, respondem ao processo Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e Casa Civil), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

 

 

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