6 de maio de 2026
Politica

PF mira homem investigado por stalking e mensagens indevidas a senadora e deputada

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 9, uma operação para apurar crimes de perseguição (stalking) e violência política de gênero contra a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e a deputada federal Silvye Alves (União-GO). A PF destacou que o acusado é suspeito de crimes contra “diversas mulheres”.

A casa do investigado, em Duque de Caxias (RJ), foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Ele não foi preso, mas a Justiça determinou algumas medidas cautelares. Ele fica proibido de acessar a internet, contatar as vítimas e deixar a região metropolitana do Rio de Janeiro sem autorização judicial.

Operação da Polícia Federal mirou acusado de violência de gênero contra
Operação da Polícia Federal mirou acusado de violência de gênero contra “diversas mulheres”

Segundo a corporação, “a ação reforça o compromisso da PF no enfrentamento à violência política de gênero e na proteção das mulheres contra condutas abusivas e criminosas”.

A ação buscava apreender equipamentos eletrônicos, mídias e documentos para comprovar os crimes ou revelar outras possíveis vítimas. Segundo apuração, o investigado enviou fotos íntimas e mensagens de cunho sexual para os e-mails das parlamentares.

Ao Estadão, a senadora Soraya Thronicke informou, por meio de sua assessoria, que não foi comunicada previamente sobre a operação e que confia plenamente no trabalho investigativo da Polícia Federal.

O comunicado ressalta ocorrências semelhantes: “Ao longo de seu mandato, (a senadora) tem sido alvo frequente de crimes dessa natureza, incluindo ameaças de morte, e aos seus familiares. Isso reflete atitudes sexistas e criminosas contra mulheres em cargos públicos”.

“O enfrentamento a esses crimes não é responsabilidade apenas dos órgãos de investigação, mas também do Legislativo, que deve aprovar leis mais duras e eficazes”, diz o comunicado, citando como exemplo a Lei do Stalking (14.132/2021), de autoria da senadora Leila Barros, que ampliou as penas para esse tipo de delito.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *