6 de maio de 2026
Politica

Genial/Quaest: Apoio à PEC da Segurança avança na Câmara; violência passa a ser maior preocupação

O apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública avançou na Câmara dos Deputados, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 12. O porcentual de parlamentares favoráveis à proposta subiu de 42% para 49%, enquanto 39% se declaram contrários, indicando um ambiente mais receptivo à matéria constitucional do governo federal. O levantamento foi feito após o anúncio de alterações pelo relator Mendonça Filho (União-PE).

O movimento ocorre em meio a uma mudança relevante na percepção dos problemas do País, após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Para 43% dos deputados federais, a violência passou a ser o principal problema nacional, ante 23% em junho, assumindo com folga a liderança entre as preocupações da Câmara.

No debate fiscal, o levantamento mostra forte resistência a cortes em áreas sensíveis ao Parlamento. 58% dos deputados são contrários à redução de gastos com emendas parlamentares, enquanto 84% rejeitam cortes no Plano Safra. Também há oposição majoritária a ajustes em temas sociais: 67% se posicionam contra reduzir gastos com políticas assistenciais.

Plenário da Câmara dos Deputados durante votação de propostas legislativas
Plenário da Câmara dos Deputados durante votação de propostas legislativas

Por outro lado, há amplo apoio a medidas de aumento de arrecadação e contenção de privilégios. A esmagadora maioria (90%) dos deputados são favoráveis à redução de gastos com supersalários e ao aumento da taxação sobre empresas de apostas (bets). A elevação de impostos sobre o setor financeiro também encontra respaldo: 65% defendem maior taxação das fintechs, e 58% apoiam a redução de benefícios fiscais concedidos a empresas.

A pesquisa indica ainda maioria favorável a reduzir gastos com a previdência dos militares (57%), enquanto propostas que afetam investidores enfrentam maior resistência. Metade da Câmara é contrária ao aumento de taxas sobre títulos de investimento, ante 43% favoráveis, e 72% se posicionam contra elevar a taxação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Em outros temas da agenda legislativa, a pesquisa mostra apoio majoritário à regulação do trabalho por aplicativos, com 66% dos deputados favoráveis e 27% contrários. Também há maioria a favor da adoção da tarifa zero no transporte público (65%, ante 26% contra).

Já a segunda etapa da reforma tributária, que trata da transição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), reúne 60% de apoio e 22% de rejeição. Em temas mais sensíveis, o levantamento aponta divisão: o fim da escala 6×1 tem 42% de apoio e 45% de oposição, enquanto a proposta de emenda à Constituição da reforma administrativa é apoiada por 41% dos parlamentares e rejeitada por 43%. Já a proposta de extinguir a obrigatoriedade de autoescola para obtenção da CNH enfrenta resistência, com 45% contrários e 38% favoráveis.

O levantamento foi realizado entre 29 de outubro e 11 de dezembro, com 167 deputados federais em exercício. A margem de erro estimada é de sete pontos porcentuais.

 

 

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