13 de janeiro de 2026
Politica

Tarcísio é mais forte contra Lula, mas ‘teimosia’ de Flávio tem 3 motivos; saiba quais

O cenário eleitoral deste início de 2026 é o seguinte: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida ao Planalto e o adversário mais forte para enfrentá-lo é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A constatação está nas pesquisas mas não é suficiente para demover o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da ideia de disputar a presidência da República.

Parte dos integrantes do próprio PL considera a decisão de Flávio “teimosia”. Mas representantes do centro-direita que figuram nas altas rodas de partidos como PSD, MDB e União Brasil avaliaram, à Coluna do Estadão, que três fatores são determinantes para o filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro insistir na sua candidatura.

  • Frear o avanço político da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF)
  • “Cortar as asas” de Tarcísio de Freitas para evitar que ele voe alto e se descole do bolsonarismo
  • Manter o nome da família Bolsonaro na cena política nacional

No dia 25 de dezembro, o senador leu um carta, assinada por seu pai, confirmando que Flávio seria seu pré-candidato para a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. Mas isso não mudou o cenário. Tarcísio de Freitas, que por ora está decidido a concorrer à reeleição no Palácio dos Bandeirantes, continua sendo o nome com mais força para enfrentar a esquerda petista.

Pesquisa elaborada pela plataforma de jornalismo Meio e o Instituto Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13, por exemplo, mostra Lula à frente de todos os adversários tanto no primeiro, quanto no segundo turno. A exceção é que Tarcísio empata com Lula no segundo turno se considerada a margem de erro.

O petista leva vantagem sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e outros governadores de direita como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD).

Em um dos cenários de primeiro turno testados, Lula registra 40,2% e Tarcísio 32,7%. Quando o governador é substituído por Flávio, o petista registra 39,7% contra 26,5% do filho do ex-presidente.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.

Nesta quarta-feira, 14, será a vez de a Quaest divulgar novo levantamento sobre a corrida ao Planalto. Integrantes de setores econômicos e do Centrão, que monitoram trackings permanentemente, acreditam que Flávio consolidará seu crescimento nas intenções de voto. Isso tornará ainda mais difícil eventual recuo.

Além disso, com os movimentos que fez no final do ano, em encontros com representantes de setores econômicos, Flávio conseguiu ganhar musculatura política e recebeu até promessas de apoio de integrantes do mercado financeiro para seu caixa de campanha.

Flávio já prometeu ir mais para o centro para aglutinar apoios além do bolsonarismo raiz e reduzir sua rejeição na maioria do eleitorado. Mas seu sobrenome funciona como um ímã para o radicalismo. E ele terminou reforçando essa leitura ao sinalizar que poderia tornar o irmão Eduardo seu ministro das Relações Exteriores. Sofreu reprimenda, já teria reconhecido o erro e agora buscará ajustar o discurso novamente.

Flávio Bolsonaro posta foto ao lado de Tarcísio de Freitas
Flávio Bolsonaro posta foto ao lado de Tarcísio de Freitas

 

 

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