17 de abril de 2026
Cultura

Dia Municipal do Samba Junino: conheça os grupos que mantêm a tradição viva

Texto: Luiz Otávio Freire | Supervisão: Thaís Seixas

Foto: Isabele da Costa

Nativo de Salvador, o Samba Junino está há mais de 50 anos aquecendo as praças, ruas e largos da nossa cidade. Reconhecida pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador em 2018, a prática que movimenta os festejos juninos soteropolitanos é celebrada neste dia 17 de abril.

Tradição e inovação

Tendo início na década de 1970, o Samba Junino faz parte dos festejos na capital baiana e ganha adeptos por onde passa. Entoados pelo ritmo do samba duro, os grupos mantêm a tradição em diferentes bairros da cidade, a exemplo do Engenho Velho de Brotas, Federação, Garcia, Matatu, Pituaçu, Tororó e Canabrava.

O Samba Fogueirão é um desses grupos que mantêm a tradição viva e pulsante no período junino em Salvador. O coletivo iniciou suas atividades em 1987, no bairro da Federação. Participaram de vários concursos e festivais em diversos bairros da cidade, buscando sempre inovar a sua musicalidade, criando um  ritmo autêntico, o ‘calçadão’. “Fizemos várias canções para os festivais, e músicas autorais nossas foram regravadas por bandas de Salvador nos anos 90, as quais tocamos até hoje”, relata Jorge Fogueirão , responsável pelos vocais do grupo.

Coletivo Samba Fogueirão. Foto: Acervo Pessoal

Representatividade

Fundado em 2023, o Gira Delas fortalece a representatividade feminina dentro da tradição do Samba Junino. O grupo, além de atuar no campo musical no período do São João, reforça o protagonismo feminino na prática ao longo do ano. “Queremos mostrar que a mulher sempre esteve no Samba Junino e que, além de sambar como as tradicionais rainhas, nós também tocamos, produzimos e compomos”, destaca Cláudia Rosa, uma das fundadoras do grupo. 

Grupo Gira Delas. Foto: Isabel da Costa

Valorização

Desde quando foi reconhecido como Patrimônio Imaterial em 2018, a tradição do Samba Junino é preservado e valorizado através do edital da FGM que leva o mesmo nome. Em sua oitava edição, o edital Samba Junino está destinando R$ 400 mil a 30 propostas, entre elas o Gira Delas e o Samba Fogueirão. “Enfrentamos muitas dificuldades ao longo dos anos para manter essa cultura e tradição e o edital serve como um grande incentivo para o surgimento de novidades. Essa é uma cultura maravilhosa que temos na cidade de Salvador e que deve ser preservada”, completou Jorge.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *