28 de abril de 2026
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Ex-BBB Felipe Prior se torna réu por suposto esquema de apostas; saiba mais

O ex-BBB Felipe Prior se tornou réu por por crimes contra as relações de consumo e por prática prevista no Código Penal relacionada ao abuso da boa-fé ou da inexperiência de consumidores. As informações são do jornal ‘O Globo’.

 

A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que sustenta que ele teria induzido seguidores a apostar com base em promessas enganosas de ganhos financeiros.

 

De acordo com MP-DFT, Prior integra um “esquema de publicidade enganosa e abusiva” voltado à promoção de uma plataforma de apostas esportivas, que promete lucro rápido e seguro.

 

As investigações indicam que o influenciador utilizava de sua presença digital, para divulgar conteúdos que, segundo o Ministério Público, distorciam o funcionamento real das apostas.

 

“Há, ainda, indicativos de abusividade. A inicial descreve estratégia dirigida a consumidores hipervulneráveis, com uso da imagem e credibilidade do influenciador, linguagem de fácil assimilação, promessa de ‘alavancagem 10x’ e apresentação da aposta sob roupagem semelhante à de investimento seguro, tudo com potencial de se aproveitar da deficiência de julgamento do público-alvo”, destaca o MP.

 

Na denúncia, também foi identificada a oferta de uma suposta garantia de reembolso em caso de perda, o chamado “red”, recurso que, de acordo com a acusação, criava uma falsa sensação de segurança em uma atividade essencialmente baseada no risco.

 

“O requerido Felipe Prior, em suas redes sociais e grupo aberto no Telegram, estaria divulgando promessa de transformação de R$ 20,00 (vinte reais) em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), no prazo de 24 horas, inclusive com suposta garantia de devolução do valor em caso de perda (“red”), promovendo, ainda, o cadastramento de consumidores em plataforma explorada pela demandada H2 LICENSED LTDA, mediante link de afiliado”, destaca o documento exposto pelo jornal ‘O Globo’.

 

Além da ação penal, o caso também tramita na esfera cível. Em decisão recente, a 14ª Vara Cível de Brasília determinou que Prior exclua publicações que associem apostas a ganhos garantidos e se abstenha de divulgar conteúdos semelhantes. A ordem judicial estabelece prazo de três dias para cumprimento e prevê multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil.

 

O MP também pede a condenação de Prior ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos na esfera criminal, além de ao menos R$ 5 milhões na ação civil pública movida contra ele e a empresa envolvida.