7 de maio de 2026
Salvador

Prefeitura de Salvador já fez o plantio de mais de 130 mil mudas de árvores

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS

A arborização urbana é uma das principais estratégias para melhorar a qualidade de vida nas cidades. As árvores ajudam a reduzir a temperatura, ampliando áreas de sombra, melhorando a qualidade do ar e contribuindo para a infiltração da água da chuva, além de fortalecer o bem-estar físico e mental da população.

Desde 2013, quando este trabalho se intensificou em Salvador, a Prefeitura já realizou o plantio de mais de 130 mil mudas em diversas localidades da capital baiana, em uma média superior a 10 mil árvores plantadas por ano.

Em 2025, foram plantadas 12.640 mudas. Este ano, as ações seguem avançando em diferentes regiões da cidade, com destaque para os Corredores Verdes, requalificação de avenidas, recuperação paisagística e ampliação da arborização nos bairros.

Segundo o titular da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, em Salvador esse trabalho é ainda mais importante diante dos desafios climáticos e do aumento das temperaturas urbanas. “A presença de árvores influencia diretamente no conforto térmico, principalmente em áreas de grande circulação, reduzindo a sensação de calor e tornando os espaços públicos mais agradáveis para convivência, prática esportiva e lazer”, diz o secretário.

Euler enfatiza que espaços como o Parque da Cidade, o Parque Pedra de Xangô e o Jardim Botânico mostram na prática como áreas verdes impactam positivamente a qualidade de vida. “São locais que ajudam a equilibrar o microclima urbano, oferecem contato com a natureza em meio à cidade e estimulam atividades físicas, convivência social e saúde mental. Além disso, essas áreas funcionam como importantes refúgios de biodiversidade dentro do ambiente urbano”, afirma.

Áreas verdes – Salvador possui grandes áreas verdes, parques urbanos e importantes remanescentes de Mata Atlântica, o que contribui para posicionar a cidade entre as capitais mais arborizadas do país. Segundo dados do MapBiomas, cerca de 26% do território de Salvador possui cobertura vegetal.

De acordo com o secretário, regiões com maior presença de áreas verdes e arborização tendem a apresentar maior uso dos espaços públicos e impactos positivos na saúde e no bem-estar da população. “Isso pode ser observado em áreas próximas a parques urbanos, corredores arborizados e regiões com maior cobertura vegetal”, diz.

O Plano Diretor de Arborização Urbana de Salvador define critérios técnicos para o plantio. São avaliados fatores como espécie adequada, espaço disponível, infraestrutura urbana, circulação de pedestres, redes subterrâneas e adaptação climática. Além do plantio, existe um trabalho contínuo de manutenção, irrigação, poda técnica, monitoramento fitossanitário e substituição de mudas quando necessário.

Outro ponto importante é o envolvimento da população. A arborização urbana é um investimento coletivo, que precisa da colaboração da sociedade na preservação das mudas e árvores já implantadas. “Infelizmente, ainda enfrentamos casos de vandalismo, retirada de tutores e danos às mudas recém-plantadas, o que compromete o desenvolvimento das árvores”, explica o secretário.

Entre os projetos em andamento e previstos, destacam-se iniciativas de ampliação de Corredores Verdes, plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, arborização de áreas requalificadas e ações voltadas para adaptação climática da cidade. Como exemplo, na requalificação da Avenida Bonocô foram plantadas mais de 300 árvores.

“Em breve estaremos lançando um novo programa que irá ampliar e fortalecer a arborização na cidade, com uso de espécies mais adequadas para cada região, respeitando características como largura de calçadas, presença de redes elétricas, salinidade, ventos e condições do solo”, afirma Euler.

Recomposição – O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, avalia que Salvador cresceu e as áreas verdes sentem a necessidade de recomposição da Mata Atlântica, com observação do resultado a longo prazo. Ele cita corredores dos vales do Canela e Nazaré, além de alças da Avenida Paralela, como exemplos exitosos de arborização a longo prazo.

Segundo Resch, em alguns anos isso poderá ser percebido também em outros locais da cidade, como os trechos do BRT, respeitado o ciclo de tempo necessário. 

“Salvador concentra diversos bolsões de Mata Atlântica e áreas preservadas, a exemplo do Parque da Cidade, Jardim Botânico, os parques de Pirajá e São Bartolomeu, a conservação do Vetor Norte, as ilhas dos Frades e de Maré, onde ainda encontramos vegetação nativa de Mata Atlântica. Além de preservar essas áreas, buscamos arborizar setores mais urbanizados, ampliando essa agenda e convidando a população a participar desse processo”, afirma o diretor do Savam.