26 de maio de 2026
Famosos

Ex-vereadora Léo Kret se pronuncia após se tornar alvo de operação do MP-BA por desvios de verbas públicas: “Não fui presa”

A ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret, se pronunciou na manhã desta terça-feira (26), após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

 

Por meio das redes sociais, Léo Kret desmenentiu a prisão que foi noticiada por alguns veículos e afirmou que foi apenas mencionada na ‘Operação Sponsor’, que tem como objetivo investigar suspeitas de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos originalmente destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.

 

 

 

 

 

Ver essa foto no Instagram

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um post compartilhado por @leokretdopovao

No vídeo, a ex-vereadora reforça que não assinou nenhum contrato e que toda situação será esclarecida em breve pelos advogados.

 

“Tô mostrando esse absurdo aqui que já está aparecendo no jornal, na Record, dizendo que eu fui presa. Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino. A Bahia toda sabe da minha índole, do meu trabalho com a população. E agora uma pessoa falar que eu estou presa, sendo que essa investigação está sendo feita com todo mundo dessa associação. Associação que eu não tenho nem contato. Eu não fui presa gente, o pessoal do jornal está dizendo que eu fui presa. Na verdade eu fui mencionada, sobre esse contrato que eu nem assino. Mais tarde vocês vão saber tudo direitinho com mais detalhes.”

 

A ex-dançarina atuava como diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ da Secretária Municipal de Reparação (Semur), desde abril de 2025. Léo Kret foi a primeira vereadora transexual do Legislativo soteropolitano, eleita em 2008 com 12.860 votos.

 

Em 2024, a artista e ativista foi derrotada nas urnas na tentativa de retornar à Câmara Municipal de Salvador (CMS), recebendo apenas 6.153 votos, ficando na primeira suplência do PDT. 
 

SOBRE A OPERAÇÃO
A ação investiga supostos desvios de verbas públicas originalmente destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador. De acordo com as investigações, os recursos públicos que deveriam financiar eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada. 

 

Segundo os promotores de Justiça, a entidade teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, e parte desses valores teria beneficiado integrantes da própria associação. Os recursos deveriam viabilizar eventos em 57 bairros da capital baiana, além do apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.

 

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e endereços ligados a cinco pessoas físicas, incluindo servidores do município de Salvador. 

 

A Justiça também determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais.