11 de junho de 2026
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MP faz nova denúncia contra Deolane Bezerra e aponta crime cometido durante período de prisão domiciliar em 2024

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça na última quarta-feira (10). As informações foram divulgadas pelo g1.

 

De acordo com a publicação, a ex-A Fazenda teria cometido crimes durante o período de prisão domiciliar em 2024. Este seria um dos motivos pelos quais a influenciadora teve o pedido negado em 2026.

 

No documento assinado por sete promotores, entre eles Lincoln Gakiya, conhecido por atuar há anos em investigações relacionadas à facção criminosa, o MP reforçou que o pedido de prisão domiciliar não é oferecido nos casos de organização criminosa que opera mediante violência.

 

A defesa da advogada pediu para que ela deixasse a unidade prisional onde está custodiada, em Tupi Paulista, no interior paulista, e entre as justificativas, citou a filha da blogueira, de 12 anos. 

 

O órgão entende que a unidade onde ela está detida apresenta condições adequadas para sua permanência. O MP também pontuou que a filha da influenciadora está sendo cuidada pela avó. 

 

“A condição acima exposta revela o descaso de Deolane no cuidado da criança, além de as provas asseverarem a sua atuação em prol do Primeiro Comando da Capital, o que, por si só, demonstra o risco em favor da prole”, reforçou o MP.

 

De acordo com as informações do Gaeco, Deolane mantinha dinheiro do PCC em seus imóveis e de seus filhos, o mesmo ambiente doméstico em que supostamente a mãe cuidaria da criança menor de 12 anos.

 

A influenciadora é investigada pela atividade de lavagem de dinheiro do PCC. A denúncia também sustenta que pessoas ligadas à organização criminosa recebiam orientações para movimentar valores provenientes de uma empresa de transportes, destinando parte dos recursos a beneficiários apontados na apuração.

Além de Deolane, a denúncia do MP foi feita contra Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Paloma Sanches Herbas Camacho. O Ministério Público afirma que Everton e Paloma são sobrinhos do líder da facção.