11 de junho de 2026
Salvador

Profissionais da Atenção Primária participam de oficina para fortalecer enfrentamento à sífilis em Salvador

Foto e texto: Ascom SMS

Com o objetivo de qualificar a assistência e reforçar as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador realizou na quarta-feira (10) uma oficina voltada ao tema para profissionais da Atenção Primária.

A iniciativa reuniu profissionais da rede municipal para atualização técnica, alinhamento de fluxos assistenciais e discussão de estratégias voltadas à ampliação do diagnóstico precoce, do tratamento oportuno e da prevenção da transmissão da doença, especialmente entre gestantes.

A sífilis é uma IST causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo e também da gestante para o bebê. A doença pode causar feridas, manchas na pele e outros sintomas, mas também pode permanecer assintomática. O diagnóstico é oferecido gratuitamente pelo SUS por meio de testes rápidos e exames laboratoriais, e o tratamento é feito com penicilina benzatina, prevenindo a transmissão e complicações.

Durante a abertura da oficina, o secretário municipal da Saúde de Salvador, Rodrigo Alves, destacou a importância da iniciativa para melhoria no cuidado oferecido à população.

“Esta oficina é mais uma etapa de um trabalho que tem um objetivo muito claro: mudar a vida das pessoas. Estamos falando de fortalecer o cuidado para que as gestantes tenham acompanhamento adequado e possam trazer seus filhos ao mundo com a maior segurança possível. Esse é um compromisso de toda a rede de saúde e um esforço que exige escuta, construção coletiva e qualificação permanente das nossas equipes”, afirmou.

Um dos focos é prevenir a sífilis congênita, uma condição evitável transmitida da mãe para o bebê, que pode causar aborto, prematuridade e malformações. O pré-natal adequado, com diagnóstico e tratamento oportunos, reduz significativamente o risco de transmissão.

Durante a oficina, os participantes discutiram o manejo clínico da sífilis, o acompanhamento de gestantes, a vigilância epidemiológica e o fortalecimento das ações de prevenção.