Homenagens e celebrações marcam a abertura dos festejos de 2 de Julho
Reportagem: Thaís Seixas e Luiz Otávio Freire
Foto: Bruno Concha/ Secom PMS
Salvador amanheceu em festa nesta quinta-feira para celebrar o 2 de Julho, data que marca a expulsão definitiva das tropas portuguesas e a consolidação da Independência do Brasil. As celebrações destacam a força popular, a identidade baiana e o reconhecimento nacional da data.
Alvorada e Atos Cívicos na Lapinha
As comemorações começaram cedo, às 6h, com a tradicional alvorada de fogos de artifício no Largo da Lapinha. Por volta das 8h, as autoridades deram início às cerimônias cívicas com o hasteamento das bandeiras e a execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, destaca que a data é um momento de inspiração: “O 2 de Julho pede que o nosso povo se inspire nos exemplos dos nossos heróis para que possamos construir uma cidade e um estado cada vez melhores”. Reis ressalta a importância da transferência simbólica da capital do Brasil para Salvador na data. “Fomos nós que consolidamos a independência. Isso chama a atenção de todo o país para a importância do 2 de julho para todos os brasileiros”.
O Cortejo Cívico: Caboclos e Fé Popular
Às 9h, teve início o Desfile Cívico, partindo em direção ao Centro Histórico. O cortejo conta com a participação emblemática dos Caboclos de Itaparica, além de fanfarras municipais, estaduais e grupos populares. Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), ressalta a riqueza da programação deste ano e seu carinho pessoal pelo desfile: “É a festa de que mais gosto aqui na Bahia; para mim, é sempre um prazer acompanhar os caboclos”.

As homenagens aos heróis e heroínas da independência não se limitam à programação oficial. O público se movimenta para celebrar a história daqueles que tornaram a Bahia livre. Uma dessas pessoas é Célia Zaiin, musicista feirense que se veste de Maria Quitéria há 18 anos para reforçar a presença feminina no 2 de julho. “Maria, por ser a filha mais velha conhecia refúgios para levar a família, entendia de caça e sabia atirar muito bem para se defender. Serviços que, na época, eram considerados ‘de homem’. Então, foi mais do que justo ela se trajar de homem para ir à guerra”, comenta Célia.

Dona Maria de São Pedro, de 86 anos, também traz sua maneira de homenagear os personagens desse movimento histórico. Há 33 anos, ela monta, na fachada de sua casa, um palco onde pessoas vestidas de figuras que representam o espírito de independência posam para o público passante. “A fachada viva representa muita alegria no meu coração, é algo muito importante para mim e trabalhamos todo ano para celebrar a Independência da Bahia”, compartilha.

Próximos Passos
O desfile segue em direção à Praça Thomé de Souza, onde, às 11h30, está previsto o recolhimento dos carros emblemáticos dos Caboclos nos carramanchões. As festividades continuam à tarde com o encontro de filarmônicas e o cortejo em direção ao Campo Grande.
