3 de julho de 2026
Cultura

Fanfarras e bandas marciais ocupam o centro de Salvador nas celebrações do 2 de julho

Texto: Luiz Otávio Freire

Foto: Luiz Otávio Freire

Um dos maiores espetáculos de som e cores das celebrações pelos 203 anos da Independência da Bahia ficou por conta dos estudantes. Com apresentações que mesclam música, disciplina e expressão artística, as fanfarras e bandas marciais transformaram o desfile cívico em uma vitrine de talento jovem e formação cidadã.

O cortejo reuniu fanfarras municipais, estaduais e da Região Metropolitana, além de filarmônicas e grupos populares. Eles percorreram as ruas do centro de Salvador, indo da Praça Municipal ao Campo Grande, desfilando por pontos célebres da capital, como a Av. Sete e a Rua Chile.

Para além dos instrumentos, o trabalho das bandas é visto como uma ferramenta de transformação social. Cíntia Paes Santos acompanhou emocionada o desfile de seu sobrinho, Mateus Santos Silva, de 23 anos, que há cinco anos integra a Banda Marcial DJ, vinculada ao Colégio Estadual 2 de Julho, mesmo já tendo concluído a escola. Para ela, a atividade é fundamental: “É uma atividade que tira os meninos da rua, faz com que cresçam como homens, criem maturidade e tenham respeito e empatia com o outro”.

Cíntia prestigiou o seu sobrinho Mateus durante o desfile. Foto: Luiz Otávio Freire

Esse sentimento é compartilhado por regentes e coordenadores. No Colégio Estadual Nelson Mandela, o regente Marcos Nascimento lidera a Banema, que desfila desde 2018. Com um grupo de 80 alunos entre 12 e 30 anos, a banda já colhe frutos de alto nível técnico, tendo sido campeã baiana em 2019 e conquistado o terceiro lugar nacional. “É sempre muito gratificante. Todo ano trazemos uma renovação para o desfile de 2 de Julho. É muito bom estar aqui novamente”. 

Entre os estudantes que percorreram o trajeto, o sentimento de orgulho pelo trabalho realizado é evidente. Caíque, de 23 anos,é integrante da mesma Banda Marcial DJ da qual Mateus faz parte. Também em seu quinto ano de desfile, ele define a experiência como “Uma sensação de profunda gratidão”. Para o jovem, a maior recompensa da data é a oportunidade de apresentar o resultado de seu esforço para o público e para a sua própria comunidade.