Primeiros 8 meses de 2026 foram marcados por intensa movimentação cultural na FGM
Texto: Luíz Otávio | Ascom FGM
Supervisão: Carla Lucena | ASCOM FGM
Foto: Jefferson Peixoto/ Secom PMS
Com o final de agosto, a Fundação Gregório de Mattos (FGM), da Prefeitura de Salvador, completou oito meses de atividades intensas em 2026. Os primeiros oito meses do ano de aniversário da fundação foram marcados por diversas ações, iniciativas e eventos que ajudaram a constituir o imaginário da população de Salvador e de todos que passaram pela capital baiana. Celebrando suas quatro décadas, a FGM consolidou um calendário que uniu celebrações comemorativas, manifestações literárias de rua, salvaguarda do patrimônio e políticas descentralizadas de fomento às artes.
Celebração dos 40 Anos da FGM e Movimento Boca de Brasa
No dia 12 de março de 2026, a FGM celebrou quatro décadas de história com uma cerimônia no Teatro Gregório de Mattos. O ato oficial inaugurou um monumento físico em homenagem a Moraes Moreira, elaborado pelo artista plástico Roberto Manga e situado na Praça Castro Alves. Na ocasião, foi nomeado o Quarteirão das Artes Moraes Moreira, integrado pelo Cine Glauber Rocha, Espaço Cultural da Barroquinha, Teatro Gregório de Mattos, Café-Teatro Nilda Spencer, Espaço Boca de Brasa Centro e a Sede da FGM. No evento também foi lançada a revista comemorativa Fundação Gregório de Mattos 40+, que compila entrevistas e reportagens sobre fomento cultural, patrimônio, espaços culturais, livro e leitura, programa boca de brasa, participação popular e outros temas, além de histórias contadas por quem passou ou ainda está na instituição.

De 26 a 28 de março, o Movimento Boca de Brasa movimentou a Barroquinha. O bairro do Centro Histórico de Salvador, onde está situada a sede da fundação, viu as ruas serem tomadas por cerca de 16 mil baianos e turistas. Entre os mais de 310 artistas que se apresentaram na programação, estão nomes reconhecidos da cena local e nacional, a exemplo de Larissa Luz, ÀTTØØXXÁ e Duquesa, e também os alunos das Escolas Criativas Boca de Brasa, dos polos de Pau da Lima, Centro/Brotas, Cajazeiras, Valéria, Liberdade/São Caetano e Cidade Baixa. O Movimento contou ainda com a atuação de 250 agentes culturais da cidade, que ocuparam a região criativa por três dias consecutivos, com direito a música, dança e apresentações artísticas.

FGM na Bienal do Livro
A FGM também marcou presença na bienal do livro 2026 em abril. Através da Gerência de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura (GEBIB) foram oferecidas diversas atrações culturais voltadas ao público infantil. Os pequenos puderam acompanhar momentos de contação de história em esquetes que arrancaram o riso e aproximaram as crianças da literatura.
Arraiá da Prefs – São João do Centro Histórico
De 4 a 23 de junho de 2026, a FGM, em parceria com a Secult, Saltur e Semop, participou do Arraiá da Prefs 2026 (sob o lema ‘Do Nosso Jeito e Do Nosso Coração’) na Rua Chile e Praça Municipal. O evento gratuito homenageou o Mestre Bule-Bule e ofereceu shows, cortejos temáticos, quadrilhas, samba junino e aulas de forró. Além disso, a FGM também premiou e homenageou mestres e mestras do samba junino durante a programação, reforçando a importância dessa manifestação tipicamente soteropolitana na formação cultural das comunidades.

Festejos do Dois de Julho
Centrado no tema ‘A libertação da Bahia’, a comemoração cívica cravou o foco na salvaguarda e no patrimônio. O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, anunciou o processo oficial de tombamento municipal para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Lapinha e realizou a terceira grande recuperação estrutural do histórico Monumento ao 2 de Julho no Campo Grande. A agenda reuniu desfiles cívicos tradicionais, o XXXV Encontro de Filarmônicas, regido pelo maestro Fred Dantas, shows de Mariene de Castro e do Cortejo Afro em Pirajá.

Literatura no corpo – Flipelô (agosto)
A Praça das Artes, no Pelourinho, virou um grande palco de exaltação à palavra e à identidade durante a Flipelô 2026. O desfile literário Literatura no Corpo, realizado pela GEBIB, reuniu comunidade, leitores e novos talentos da literatura baiana em uma apresentação singular que uniu moda, design e poesia. O projeto, que teve como público-alvo frequentadores e integrantes de bibliotecas comunitárias e municipais de Salvador, propôs uma imersão criativa: transformar textos literários e sentimentos em peças de vestuário e performances artísticas. O resultado foi um desfile que movimentou a programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), levando a literatura para a passarela.

VII Jornada do Patrimônio e Projeto ‘Patrimônio é…’ (Julho e Agosto)
Realizada nos dias 20, 21 e 22 de agosto de 2026, a VII Jornada do Patrimônio Cultural de Salvador debateu o tema ‘Patrimonializar: para que e para quem?’, passando por três casas de referência na preservação da memória e do patrimônio cultural da capital baiana: o Terreiro Casa Branca, no Engenho Velho da Federação; a Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho; e a Casa das Histórias de Salvador, no Comércio. A programação foi pensada para promover o debate sobre os sentidos da preservação, o fomento à memória e a educação patrimonial na cidade, aproximando a gestão pública, os especialistas e a comunidade. Em paralelo, o projeto mensal itinerante ‘Patrimônio é…’ promoveu debates vitais, com destaque para a edição de futebol de várzea ‘Futebol: Identidade em Jogo’, em Julho, na Caixa d’Água, a roda de diálogo ‘Mulheres na Capoeira’ (Agosto) e a mesa especial ‘Memória Publicada’ (Agosto), que celebrou a reabertura do Espaço Casa do Benin durante as comemorações da Flipelô 2026.

Fomento e editais
Durante os primeiros oito meses de 2026, as políticas de fomento da FGM atuaram na injeção de recursos nas artes cênicas, na salvaguarda de tradições populares, na descentralização de verbas federais e na qualificação de empreendedores criativos. Entre os editais lançados em 2026 pela FGM está o Chamadão das Artes Cênicas, que representou um investimento total de R$ 2 milhões (com aportes de até R$ 250 mil por projeto), voltado para a montagem de espetáculos inéditos e remontagem de obras de teatro, dança e circo. Os espetáculos contemplados tiveram suas apresentações ocorrendo ativamente no período de janeiro a agosto de 2026, como “A Vida é um Cabaré” (Cia Baiana de Patifaria) e “Eu, Zuzu Angel, agora milito”. Além do Chamadão, o edital Culturas Populares: Festas e Mestres destina Recursos Federais da PNAB Salvador (Ciclo II) e Lei Paulo Gustavo (LPG), com aporte de R$ 280 mil da PNAB para distribuir apoios de R$ 10 mil e R$ 20 mil para festejos populares, além de prêmios de R$ 5 mil para Mestres das Culturas Populares.

